As pérolas podem ser criadas em cativeiro, utilizando ostras e o seu mecanismo de produção. Estas pérolas são de facto verdadeiras, mas o seu valor comercial é menor, visto não serem tão raras como as pérolas em que não houve intervenção humana para a sua criação. A ideia de que é possível produzir uma pérola simplesmente introduzindo um grão de areia numa ostra é falsa. É necessário que exista uma irritação do manto para que a ostra comece a produzir nácar para se proteger do objecto estranho. O processo utilizado para a criação das pérolas é o mesmo mencionado anteriormente. Ou seja, o depósito de camadas de nácar numa substância introduzida dentro da ostra. O processo é relativamente simples. A concha é aberta e é feita uma pequena fenda no manto da ostra. É então inserida um pequeno objecto entre a concha e o manto. São escolhidos materiais que a ostra tolere no seu interior. Após isto começa o processo em que vão sendo depositadas camadas de nácar sobre este objecto. Normalmente ao final de seis meses é possível extrair a pérola formada. Por este motivo é possível através de raio-X distinguir entre uma pérola natural e uma pérola cultivada. A pérola natural apresenta camadas concêntricas de nácar ao passo que a pérola cultivada tem um centro sólido coberto de uma camada de nácar relativamente pequena quando comparada com uma pérola natural.
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