Pergaminho vem do grego, pergaméne e do latim pergamina, é o nome dado a uma pele de animal, geralmente de cabra, carneiro, preparada para nela se escrever. O seu nome deriva do nome da cidade onde se terá fabricado pela primeira vez: Pérgamo, na Grécia. Foi largamente utilizado na Antiguidade ocidental e na Idade Média, até à difusão da invenção chinesa do papel. A comercialização do pergaminho era um negócio muito rentável. A pele era tratada para se tornar resistente, flexível e manuseável; de modo que permitisse o recebimento da tinta sobre ela. Fabricar pergaminho era um processo caro. Por vezes eram necessários dezenas e dezenas de peles de animais para a produção de um manuscrito. O processo consistia em esfolar o animal, e depois lavar a pele e retirar todas as impurezas para que ela fosse posteriormente pollvilhada com cal, dobrada sobre o lado da carne e colocada para secar durante meses. Era esticada para secar sob tensão, ao mesmo tempo que era polvilhada com pó de cré, que impedia que a tinta de escrever fosse absorvida pelo pergaminho. Finalmente, a pele era polida com pedra-pomes para a superfície ficar lisa, uniforme e brilhante. Para escrever no pergaminho usava-se geralmente uma pena de ganso, cuja ponta fendida ia molhando na tinta.
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