|
RESTAURANTES Um guia de Lisboa sem casas de fado está incompleto. Até os estrangeiros sabem disso, mas muitos lisboetas ainda não lhes tomaram o gosto. O programa vem a calhar para este fim-de-semana. Siga a lista e escolha os seus favoritos. Para começar, o Senhor Vinho, na Lapa. O nome soa a familiar e a culpa é, quase de certeza, da fadista Maria da Fé, a proprietária, de Mariza, que também já passou por lá, ou de Aldina Duarte, outra das fadistas de serviço. O bacalhau à Senhor Vinho é uma das muitas especialidades com assinatura da casa. A refeição ronda normalmente os 45 euros, com boas interpretações já incluídas. A voz da tradição Ana Moura, Raquel Tavares e Jorge Fernando são alguns dos nomes da Casa de Linhares, em Alfama. A comida é boa e dá-se a conhecer ao mundo num edifício renascentista recuperado. Com preços mais acessíveis, a rondar os 20 euros, o Dragão de Alfama, também para aquelas bandas, é boa opção para grupos. Uma casa que tem no currículo a descoberta de Teresa Salgueiro impõe respeito, mas o que reina aqui é um espírito informal. A casa tem ainda o atractivo extra de passar normalmente ao lado das enchentes de turistas. Falando de preços mais baratos, o Caldo Verde, no Bairro Alto, e o Pátio da Memória, na Ajuda, com sessões de fado amador todas as sextas-feiras, são referência obrigatória. No Faia, de Lenita Gentil, a tradição fala mais alto. Nomes como Lucília do Carmo, Carlos do Carmo, Alfredo Marceneiro ou ainda Fernando Maurício fizeram desta uma das casas de fado mais emblemáticas do Bairro Alto e não só. Na vizinhança, o Café Luso conta com Pedro Moutinho e Elsa Laboreiro, entre outros, no elenco de fadistas. É uma das paragens dos turistas e uma das casas mais conhecidas de Lisboa. Regressando a Alfama, junto à Sé de Lisboa, o Clube do Fado é outra referência. O guitarrista Mário Pacheco está à frente do espaço, o que é, desde logo, selo de qualidade. Joana Amendoeira e Cuca Roseta, entre outros, fazem parte do elenco fixo do restaurante. Fonte: jornal o METRO
|