O lápis-lazúli é conhecido deste há muito e utilizado como gema. O seu nome deriva do latim lapis, que significa “pedra” e do árabe lāzūrd, do persa lāzwa-rd que significa “azul”. Isto deve-se à sua cor, o azul, podendo ser desde opaco a semitranslúcido. A palavra árabe lāzūrd deu origem ao latim lazulum da qual derivou o nome que identifica esta cor, como azul em português e espanhol. Não é considerado um mineral, pois tem na sua constituição a combinação de vários minerais. Ou seja, o lápis-lazúli é constituído por lazurita, estrias brancas de calcita, sodalita e algumas partículas de pirita, que faz com que tenha veios dourados e que permite a sua identificação como lápis-lazúli. Por isto é considerado uma rocha. Esta rocha ocorre geralmente em mármore cristalino. Normalmente é de cor azul intenso e apesar das possíveis inclusões de calcita, estas não deverão ser visíveis, o que diminui o valor do lápis-lazúli. Por outro lado, as inclusões de pirita ajudam a identificar a rocha, como já foi mencionado, e não diminuem o valor da mesma. O lápis-lazúli pode ser encontrado em variadas regiões. Uma fonte inportante é Badakshan, no Afeganistão. Também pode ser encontrado nos Andes, sendo no entanto um lápis-lazúli mais claro. Outras fonte de lápis-lazúli é a Rússia, Sibéria, Angola, Paquistão, Califórnia e Colorado nos Estados Unidos da América e Canadá. O uso desta pedra não se limita à joalharia. Também pode ser usado em mosaicos, caixas e outras peças ornamentais. Também foi usado como elemento decorativo de edifícios em palácios e igrejas. Os artistas japoneses transformam o lápis-lazúli em pó e através de um processo próprio transformam-no numa tintura que utilizam nos seus trabalhos.
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