Medos e Fobias da Infância Inicialmente é importante salientar que existe a diferença entre medo e fobia, ainda que muitas vezes haja uma confusão entre ambos.O medo é uma reacção ansiosa face a situações de perigo, é uma emoção normal e que todo ser humano sente em dada altura da vida. Cerca de 50% das crianças sentem algum tipo de temor, sendo que em especial as meninas são as que mais se ressentem, comparado aos meninos. Isso não significa que os meninos não sejam afectados também. Os meninos também sentem, embora sejam mais reservados quanto a expressa-los claramente aos pais.O medo é uma emoção saudável, visto que aparece quando nos sentimos em perigo, isso aumenta nosso potencial de sobrevivência, sem o medo seria difícil perpetuar a espécie humana, sendo que sem ele nos atiraríamos com frequência em situações caóticas. Referindo-se a fobia, esta é um medo patológico, especifico, intenso e desencadeado por uma situação que normalmente não apresentaria qualquer perigo. Há inúmeras fobias, como medo de aranhas, alturas, agua, lugares fechados, etc.A vida de um fóbico é complicada, pois por vezes a fobia que ele tem passa a se tornar um sério empecilho para que ele possa ter uma vida normal. Ao longo de nossa infância, surgem medos variados, e a medida em que vamos crescendo e amadurecendo a nível cognitivo e neurológico, estes medos tendem a desaparecer. O problema é quando alguns destes medos, se tornam em fobias, o que poderá abalar o crescimento saudável da criança, abalando sua auto confiança, auto estima, etc.Na escola a criança se sentirá insegura, tornando-se mais frágeis, pela constante angustia que sentem, quer seja pela ausência dos pais, ou alguma prova, ou apresentação de trabalhos para os colegas. É essencial que os pais prestem atenção em seu filhos, e aprendam principalmente a ouvi-los, a ter um diálogo frequente em casa. Educadores também tem papel importante na identificação das fobias, já que por vezes em casa elas podem não se manifestar com tanta frequência por estarem na segurança do lar. Assim sendo em conjunto com os pais, os educadores poderão encontrar soluções para o caso da criança afectada pela fobia. Respeite os medos do seu filho. Não subestime os sentimentos e medos do seu filho, aprenda a aceita-los de uma forma natural, encarando como uma fase natural de crescimento, conseguindo assim assegurar um crescimento sadio ao seu filho. Não alimente medos infundados, não ameace seu filho com frases do género: ‘ Se não te portares bem, a bruxa virá pegar-te', este tipo de atitude poderá gerar medos intensos, que poderão se tornar em fobias no futuro.Lembre-se sempre, seja exemplo de boa educação, muitos medos são adquiridos pela má educação dada em casa. Medos mais comuns segundo as idades: 0/6 Meses Perda da figura de referencia (Mãe) Medo de barulhos Intensos 7/12 Meses Medo de Pessoas Estranhas Imprevistos e Barulhos Intensos 1º Ano de Vida Estar longe dos pais Pessoas Estranhas 2º Ano de Vida Barulhos Animais Escuro 3º e 4º Ano de Vida Escuro Animais Estar longe dos pais 5º Ano de Vida Animais Pessoas Más Dor Fisica 6º Ano de Vida Bruxas e Monstros Tempestades Ficar Sozinho Dormir no Escuro 7º e 8º Ano de Vida Seres Sobrenaturais Escuro Ficar Sozinho Filmes Dor física 9º ao 12º Ano de Vida Exames Escolares Professores Reprovações Ser gordo Ser diferente dos colegas Morte Separação dos Pais 12º ao 18º Ano de Vida Perda da Auto-Estima Aparência física, ser feio, magro, gordo... Medo de Errar Medo de ser rejeitado
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