Sua técnica consiste em realizar impressão a partir de pedaços de madeira com desenhos em relevo. A técnica da xilogravura é extremamente antiga e de origens desconhecidas. A primeira informação acerca de sua utilização é na China no ano de 868. Chegando ao ocidente provavelmente no final do século XIV. A técnica consiste na escolha de um bloco de madeira cuja superfície fosse lisa e plana. A partir daí, com um instrumento pontiagudo, semelhante a uma faca, esculpia-se em madeira o que deveria aparecer em branco no produto final, deixando saliente o que deveria aparecer em preto, num conjunto de arestas muito finas, como se fosse o efeito contrário do alto relevo. Para imprimir no papel a superfície da placa deveria ser coberta com tinta antes de comprimida contra o papel. O resultado final sai ao contrário da figura original. Extremamente rudimentar, a xilogravura não tardou em popularizar-se na Europa do século XV: seu uso ia desde cartas de jogar, a estampas humorísticas vendidas em feiras populares. Após a invenção da imprensa de tipos móveis, por Gutenberg, passou-se a combinar textos impressos a ilustrações via xilogravuras. Tornava o processo de ilustração muito mais simples e barato. Pintores como Gauguin, utilizaram bastante a técnica. Gauguin foi um dos responsáveis pelo seu renascimento e aceitação. Hoje em dia, ainda é considerada como uma das principais técnicas de artes gráficas.
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